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Livros para adiar o fim do mundo

Um cantinho para "falar" de livros, para trocar ideias, para descobrir o próximo livro a ler.

Um cantinho para "falar" de livros, para trocar ideias, para descobrir o próximo livro a ler.

Livros para adiar o fim do mundo

16
Jan23

#todos/2022 - para fazerem o que quiserem I

livrosparaadiarofimdomundo

Em 2022, o meu blog esteve ligado às máquinas, com poucos períodos de consciência. A primeira vítima deste coma induzido foi a habitual publicação da apreciação dos livros que leio. Se o mundo passou bem sem isso? pois claro que sim. Que me lembre não houve nenhum apelo nacional a que eu as publicasse. Ainda assim, porque se fazem balanços quando se quer, resolvi deixar aqui a lista dos livros que li em 2022, com indicações para aqueles que recomendo vivamente, do género: se ainda não leu este livro, faz mal, porque é mesmo, mesmo bom, um acontecimento". E os nomeados são:

Os melhores livros, juntamente com os melhores autores: O colibri, A purga; Itália, práticas de viagem, Crónicas italianas;

Os interessantes: Sinopse de amor e guerra; Vamos ler;  A vida invisível de Eurídice Gusmão;  e todos os que não constam na categoria abaixo;

As desilusões: Madalena e Hotel melancólico

Os que acho imperdíveis: O colibri , A Purga e Crónicas italianas;

Os que vou vender no OLX: nenhum, estava só a brincar.

1. Sinopse de amor e guerra, Afonso Cruz, 175 p., 07-01-2022;

2. Vamos ler, Eugénio Lisboa, 132 p., 11-01-2022;

3. Itália, práticas de viagem, António Mega Ferreira, p.274, 22-02-2022;

4. Crónicas italianas, António Mega Ferreira, 03-03-2022;

5. Hotel Locarno, António Mega Ferreira, 142 p. 09-03-2022;

6. A vida invisível de Eurídice Gusmão, 124 p., 09-03-2022;

7. O século primeiro depois de Beatriz, Amin Maalouf, 212 p., 11-03-2022;

8. As sombras de uma azinheira, Álvaro Laborinho Lúcio, 260 p., 13-03-2022;

9. Nada a temer, Julian Barnes, 284 p, 26-03-2022;

10. O Leopardo; Giuseppe Tomasi di Lampedusa, 294 p., 06-04-2022;

11. As maravilhas, Elena Medel, p. 203, 10-04-2022;

12. Madalena, Isabel Rio Novo, 200 p., 18-04-2022;

13. O busto do imperador, Joseph Roth, 30-04-2022;

14. O colibri, Sandro Veronesi, 324 p., 08-05-2022;

15. O silvo do arqueiro, Irene Vallejo, 206 p., 14-05-2022;

16. Um cavalo entra num bar, Davi Grossman, 229 - por terminar;

17. Consentimento, Vanessa Springola, 177 p. 23-05-2022;

18. O silêncio das mulheres, Pat Barker, 380 p., 27-05-2022;

19. Onde as peras caem, Nana Ekvkimishvili, 158, 04-06-2022;

20. Hotel melancólico,  Maria Gaínza, 11-06-2022;

21. Sonenchka, 

22. A purga, Sofi Oksanen, 350 p., 13-06-2022.

Entretanto, publico a lista do segundo semestre de 2022. vivi o ano de 2022 com a sensação incómoda de que tinha lido pouco. São tramadas  as sensações.

 

 

12
Jan23

#2/2023 - Os Anos, de Annie Ernaux: mapeamento de uma era.

livrosparaadiarofimdomundo

Os Anos

Livros do Brasil

196 páginas

1. Os livros do Brasil são míticos para mim. Estão intimamente ligados à minha juventude, saída dos livros infanto-juvenis. Estão cristalizados na minha memória, na livraria da cave de umas galerias que existiam na Nazaré, onde passava a quinzena de agosto. Simbolizam o primeiro contacto com a literatura de adulto e contribuiram definitivamente para a minha formação literária e cultural. 

2. Nunca tinha ouvido falar de Annie Ernaux, até à distinção com o Nobel, e não me envergonho disso, porque também não sou leitora de primeira viagem e sou cética quanto a prémios e publicidade eufórica. O que me deixa uma enorme preocupação, depois de ler este livro: quantos mais escritores brilhantes e livros fundamentais ainda não entraram nomeu destino. Annie Ernaux passou a ser uma autora a conhecer. No momento em que escrevo, repousa ao meu lado, à espera de ser lido, o segundo livro que adquiri: O Acontecimento. A verdade é que fui lendo em diagonal alguns comentários muito apreciativos sobre este Os anos e deve ter constado de algumas das listas que gosto sempre de consultar.

3. Sintomaticamente - que sabemos nós sobre conjugações astrais? - Os Anos, editado por Livros do Brasil, devolveu-me esses tempos de leitora em formação, versando sobre os meus anos de formação, sobre a minha identidade.

4. Assim que comecei a ler este livro, tomou-me uma sensação que perdurou ao longo de toda a narrativa: a de identificação, a de reconhecimento. Eu conheço a realidade descrita. Embora mais jovem que a personagem do livro, dado o atraso de Portugal em relação à França, não parece ter havido grandes diferenças entre a década de 50 em França e a de 70 em Portugal. Este romance é como uma topografia dos anos que corresponderam à segunda metade do século XX e a primeira década do século XXI. Os grandes acontecimentos que marcaram uam memória coletiva, global, estão lá e percebemos pelo texto a forma como nos condicionaram, como nos formaram, como os vivemos e como, muitos de nós, os interpretamos. Ler Os Anos é um exercício de revisitação, de conforto, de quem acena a cabeça e confirma, murmurando, foi assim, foi, lembro-me disto, é verdade...

5. A técnica narrativa do romance é interessantíssima, já que a personagem feminina que assume o protagonismo - será protagonismo?- vai-se desenhando no espírito do leitor conforme se vai materializando nos registos que emergem do texto. A ver se consigo explicar: o narrador constrói a a personagem como quem consulta um velho album de fotografias, as mais antigas, as poses, o olhar, a roupa, mas a presença da personagem na narrativa começa por ser imprecisa, surge de tempos a tempos, é mais uma fotografia e vamos acompanhando mais o seu desenvolvimento físico do que espiritual, ou cultural. Com a passagem dos anos, essa figura difusa vai-se precisando, cada vez mais nítida, ocupando cada vez mais espaço na narrativa e já tudo se centra na forma como, já madura, perceciona, problematiza, vive e interpreta a passagem do tempo e os acontecimentos que o marcam. Daqui resulta que o romance está estruturado como se fosse - e é - um exercício de remomoração, em que os acontecimentos mais afastados no tempo não podem ser relatados a não ser por interposta pessoa, isto é, por aproximação através de marcos, recuperados a intervalos mais ou menos longos. Tudo é sobre memória. 

5. Há outro grau de identificação: a personagem é feminina, é professora e vai-se aproximando do livro a haver ao longo de um percurso de vida em que a ideia do livro vai aparecendo como um sintoma intermitente. Até que o livro se torna o projeto para o qual se volta e é quase como se a narrativa se fechasse sobre si mesma, pois o texto é o resultado da concretização desse projeto que se vai avolumando ao ritmo das experiências vividas. Há um gosto experimental pelas palavras a que não pude fica indiferente também. 

6. Não tenho bem a certeza se era isto que queria escrever, mas, por vezes, há qualquer coisa que fica sempre lateralmente à nossa perceção, que parece não poder ser alcançado, que escapa ao logos. Fica esta tentativa de dizer.

7. O ano continua a correr bem: boas leituras!

08
Jan23

Um futuro (negro) apresenta-se hoje

livrosparaadiarofimdomundo

No Brasil, o Congresso, o Planalto, o Supremo Tribunal foram invadidos por hordas - sim, hordas -, de bárbaros, de fundamentalistas que atacaram o coração da democracia brasileira.

Partiram, destruiram, pavonearam-se, rebolaram-se, invadiram, estragaram, alarvemente... e filmaram-se e fizeram selfies, orgulhosos de cederem à barbárie absoluta.

Há anos, quando os fundamentalistas islâmicos destruiram Palmira, ainda podíamos pensar que eram os outros. Quando foi nos EUA, já era tão perto e tão chocante, Hoje foi num país irmão. Os sinais estão todos aí.

A impunidade dos discursos incendiários, as bolhas informativas, as redes sociais, a desinformação, a deliberada propagação de fake news, os extremismos, os radicalismos, trazem-nos até aqui. Sempre que compactuamos com cada alarvidade que se diz, sempre que alinhamos com qualquer discurso preconceitusoso ou intolerante, é para aqui que caminhamos. É um erro pensarmos que cá é diferente, que a Europa está a salvo num mundo cada vez mais global. É um erro pensarmso que é muito longe. É um erro pensarmos que se trata de pessoas mergulhadas na treva. São gente como nós, a viver num país democrático, cuja vontade, expressa no voto, legitima este governo. São pessoas que acreditam na legitimidade do que estão a fazer. Vivemos tempos muito preocupantes e, cada vez mais, é preciso estarmos alerta, querermos saber, perceber, aprofundar, cruzar informação.

Não podemos varrer estes sinais para debaixo do tapete: autocarros de manifestantes, gente organizada para o mal, silêncios suspeitos de quem devia erguer-se a defender a democracia e as insituições que a servem, a cruz usada como arma para derrubar os vidros, a alegria, meu Deus, a alegria com que se perpetuam estes atos. Polícias facilitadores e que se fotografaram a pactuar com os criminosos que deviam barrar. 

A comunidade internacional repudia estes atos e Lula da Silva recebe um país doente para governar, um país deliberadamente envenenado para que isto acontecesse. É um cenário extremamente preocupante.

Que o Brasil possa ser salvo, para que todos nós possamos ter esperança. 

03
Jan23

#1/2023 - A Família Netanyahu, Joshua Cohen: o encantamento

livrosparaadiarofimdomundo

A Família Netanyahu

D. Quixote

263 páginas

 

Balanço do ano: 2023 está a correr muito bem! Não, não me enganei, é mesmo de 2023 que estou a falar e isto porque acabei de ler um livro que é mesmo muito satisfatório, que me deixou muito divertida, surpreendida e também comovida, pois encontrei nele referências que estruturaram a minha cultura e o meu pensamento.

A primeira vez que ouvi falar neste livro foi no Programa cujo nome estamos proibidos de dizer e já não me lembro quem dos "ministros" o recomendou, mas ficou-me a referência. Depois cruzei-me com ele na lista de livros publicado pelo Expresso (leio-a sempre com muita atenão, pois já de lá tirei muito boas sugestões de leitura) e, por fim, a minha filha, sábia como ela só, incluiu-o nas minhas prendas de natal (parei aqui a refletir na utilização de prendas em lugar de presente, mas prenda tem mais a ver com a minha infância, portanto fica prenda).

Foi a minha primeira leitura do ano, e que leitura. Eu que já tenho medo de publicidade a livros, de grandes entusiasmos e que já começo a ter medo de ter opinião, que é muito arriscado não ir na corrente e por-me em desacordo com hordas de gente que é toda da mesma opinião que alguém manifestou aos gritos. Pois bem, toda a publicidade é merecida, justificada e fica muito aquém desta experiência de leitura.

O brilhante autor deste livro foca-se num episódio mais ou menos marginal da família Netanyahu, da qual sairia o famoso Benjamin Netanyahu, que entra no livro ainda como criança, e parte dele para traçar uma narrativa surpreendente, a beirar o caricatural, com diálogos hilariantes, em que os intervenientes parecem estar cada um a ter a sua própria conversa. Dito assim, o romance pode até parecer superficial, leviano, anedótico, mas essa é só a primeira camada. O autor demonstra um domínio narrativo impressionante, pois inclui factos relevantes para a história dos judeus, erudição literária e política, espírito crítico, sarcasmo transversal, conhecimento do ambiente de corte do mundo académico, uma visão satírica das famílias americanas e, dentre estas, das famílias judias na América. E isto tudo, que parece uma manta de retalhos, está muito bem tecido e faz um sentido enorme e todas as peças parecem importantes para o conjunto. Se ficaram interessados e vierem a ler o livro, depois venham contar-me o efeito que vos causou a última frase do romance.

Saliento ainda uma peça do livro que, para mim, formada em humanidades, foi tão importante como o romance propriamente dito, o capítulo "Créditos, incluindo um especial", no qual o autor contextualiza e aprofunda alguns factos que romanceou no seu texto. Desse texto faz parte um testemunho da relação que o autor manteve com Harold Bloom, que foi quem lhe contou o episódio central do romance, que é enternecedor, talvez, porque também eu li sempre Bloom com muito interesse. Por fim, guardem-se para o último documento de todo o livro - não há spoiler aqui, já que o efeito surpresa é fundamental - e preparem-se para soltarem umas boas gargalhadas, não sem evitarem alguma surpresa e até perplexidade.

A sério, deixem-se convencer e vão ler este livro.

A continuar assim, 2023 será um grande ano. Li uma daquelas frases de facebook, que desejava maios ou menso isto: que todos os dias deste novo ano nos levassem a dizer que estava a ser o melhor ano das nossas vidas. Em termos literários já pude dizer isso.

 

 

02
Jan23

1#2023 - Dissipatio I

livrosparaadiarofimdomundo

Foi final do ano, fecho de ciclo, inspiração para uma nova volta, uma nova viagem, que começa agora, findos os fogos de artífício(que não vi), as festas (a que não fui), as viagens a destinos exóticos (que não fiz), os desejos (que não formulei), as passas (que eram arandos), os brindes (a única parte do ritual que respeitei).

Nos últimos dias do ano velho, fui, mentalmente fazendo balanços, como  a maior parte dos mortais (acho eu) e dessa contagem houve reflexões que foram ficando e que me servirão para outro balanço, o impulso para empreender pequenas mudanças que, a acontecerem, hão de ser visíveis à distância.

É nesta parte que os incautos que me leem pensam: oh, não, mais um post sobre resoluções de ano novo. É quase isso, mas o blog é meu e eu escrevo sobre aquilo que eu quiser, nem que seja para daqui a uns meses pensar "fui mesmo eu que escrevi isto?"

Ora bem, em 2022, não fiz nada do que queria fazer! Não perdi peso, perdi a determinada altura, mas, como sou sovina, recuperei tudinho outra vez. Li muito menos do que queria, mesmo menos, longe do livro por semana, que é sempre o meu objetivo. Não cuidei mais de mim. Senhoras, ficam a saber que não limpei sempre a pele à noite e, em dias mesmo maus, inclusivamente dormi com a maquilhagem que voltei a usar, depois de já não me poder esconder atrás das máscaras, de maneiras que acordei muitos dias com os olhos borrados de rímel e o ar de um panda com insónias há duas semanas. De manhã, limpava tudo e voltava a sujar com mais uma camada de maquilhagem. Para compensar voltei a usar protetor solar. Não cuidei da casa como gostaria, que é um adversário que me vence sempre. Lá vou eu de peito feito  achar que esta semana é que é, que vou chegar a sábado sem uma peça fora do sítio, nem uma chávena no lava-loiça, nem um sapato atravessado, mas até ver nunca aconteceu, acho que são mitos urbanos. Não bebi  dois litros de água por dia, não fiz mais exercício, nem menos, já agora, porque simplesmente não faço (há aqui um lamentável exagero, creio que fiz umas dez vezes passadeira). Em suma, no final de 2022, não era uma versão melhor de 2021, resta-me a esperança de ter sido melhor pessoa, mas como isto não é confessionário, permito-me reservar esse balanço apenas para mim, também para não envergonhar ninguém com as minhas boas ações.

A verdade é que tenho vivido como se fosse imortal, como se não envelhecesse, como se não perdesse capacidades e massa muscular, como se o meu corpo continuasse a ser invisível, levando-me de um lado para o outro, sem que tenha consciência dele, sem que sinta dor, nem limitação, para além da consciência do excesso de peso. Mas é um corpo que me tem servido bem, que aguenta a minha energia, que abençoadamente é sempre muita e me deixa fazer coisas e coisas e coisas. Eis que, no final do ano, o meu corpo se materializou e começou a gritar-me que estava ali e que precisava de manutenção, ou pelos menos de algum cuidado. Dei comigo a cansar-me de posições, a ter cosnciência das costas, a arrastar um braço que se lamenta a cada movimento rotativo, a ter problemas de sono que persistiram mais do que uma ou outra noite, a ter de voltar atrás, porque o corpo se atrasava durante o dia.

Em 2023, vou ter de cuidar deste corpo, preciso dele, logo não o posso deixar esquecido, ou ir rejeitando as partes que vão funcionando com mais dificuldade. Tenho de arranjar o que está desgastado. Esta é a grande resolução: autocuidado, físico e emocional. As minhas resoluções deixaram de ser uma epopeia de coisas que nunca vou concretizar, afuniliaram-se, objetivaram-se na crença de que se todos os dias conseguir ser um pouco mais,fazer um pouco mais, cuidar um pouco mais, juntando isto tudo, no final de 2023, terei feito grande diferença. Daqui a 365 dias, ou sei lá quantos, conto-vos como me saí.  

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